Sinceramente? Já não me senti assim há muito tempo.
Demasiado até. Foram 7 meses de guerra, discussões atrás de discussões,
lágrimas atrás de lágrimas, foram bastantes lutas para ver quem tinha razão,
foram 7 meses, 7 meses mal vividos. Fomos tão mal tratados um pelo outro, e
isso magoou-nos tanto.
Custa acreditar, mas eu cheguei a ter raiva de ti.
Cheguei a ter uma vontade intensa de te dar um tiro e, mesmo assim, sabias que
me iria meter à frente da própria bala. Tive vontade de te arrancar tudo o que
tinas de bom, houve dias em que só me apetecia estragar-te a vida toda e
arrancar-te tudo o que construíste até agora, era assim do tipo, uma vontade de te espancar e nunca mais te ver.
Eu tinha lutado para que tudo desse certo e tu
parecias não te importares com nada, nem comigo nem com a nossa amizade. Houve
uma certa raiva, eu chorei bastante, chorei de raiva, senti-me desprezada por
ti, abandonada por aquele que dizia ser o meu melhor amigo, aquele que sempre
prometeu cuidar de mim e nunca me deixar só.
É verdade, tu desiludiste-me muito com tudo o que
fizeste, com esses erros, mas a realidade é que eu também te cheguei a
desiludir, sei que ficaste chateado por todas aquelas atitudes que tive, mas
sabes que tudo o que fiz ou disse foi simplesmente por ódio, ódio de não ter
dado certo, de tudo o que nós construímos estar a ir por água abaixo e tu não
me quereres ajudar a reconstruir.
Mas bem, tudo tem um fim. Não, não me estou a
referir à nossa longa amizade, mas sim a este período ridículo, em que nos
transformamos em pessoas que não somos.
Acabamos por falar e resolver as coisas entre nós,
e se tu soubesses o quanto isto mudou a minha vida! Acho que voltei a ser o que
era. Voltei a sorrir, a rir à gargalhada como à muito tempo não fazia, voltei a
libertar o que há em mim. Eu sei lá, só me apetece cantar e dançar, tenho
vontade de subir à montanha mais alta do universo e gritar lá do fundo que
morria de saudades tuas e que te amo como sempre amei.
Aquele abraço… Ai, aquele abraço que há meses que
não sentia, foi tão bom, mas tão bom. Estar ali, estar parada a ver-te correr
para mim e sentir os teus braço a envolverem o meu corpo, não sensação melhor
que aquela, de estar abraçada à pessoa de quem mais sentias falta, aquela
pessoa que te faz sentir bem e que te chamara sempre de “melhor amiga”. Foi tão
bom ficar ali amarrada a ti durante minutos e no fim ouvir algo que não ouvi-a à imenso tempo, sentir os teus beijos outra vez, o teu choro, o calor do teu
corpo, e tão bom ver outra vez o sorriso que há meses que não via, ouvir esse
teu riso e essa tua voz, e ver outra vez essas tuas manias, e principalmente
ver que que tu continuas a mesma criancinha de sempre, aquela que irei sempre
proteger, Foi maravilhoso estar ali, na paz, no sossego e na segurança que tu
me transmites, estar ali, no meio das tuas palhaçadas e no meio de tantas
gargalhadas. Tem sido bom, sabes? Voltar ao sítio de onde nunca deveria ter
saído, voltar a ser quem era, aliás, voltarmos a ser quem éramos e ouvir essas
tuas palavras…
Eu sei o porquê disto tudo ter acontecido, nós
sabemos. E sabemos também que isto tudo só nos mostro o quanto a nossa amizade
é forte e que nunca, mesmo nunca, se vai desmoronar.
Bem, é melhor acabar por aqui. Amo-te. Amo-te
infinitamente, tal como sei que tu me amas a mim.
Melhor amigo!
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