É estranho olhar para trás e ver que já se passaram quase 130 dias da tua partida, é tão estranho ver que o tempo passou tão rápido, mas que as madrugadas foram tão longas quando não conseguia dormir ao pensar em ti e ao saber que não estavas ao meu lado.
Há já algum tempo que não falo de ti ás pessoas, é que dói sabes? Dói estar sempre a tocar na mesma tecla, sabendo que por mais que eu fale em ti ou que peça para tu vires, tu não voltas, tu não vais aparecer só por eu disser as saudades que tenho tuas.
Hoje foi mais um daqueles dias de almoço familiar, tu sabes, aqueles almoços de quando estavas cá viste. Estava sentada no lugar do costume, e calhei de olhar para a cadeira à minha frente (onde tu te sentavas), estava vazia, hoje ninguém lá se sentou, acho que fiquei o almoço todo a olhar para lá. Queria chorar e retirar-me dali, mas não podia, eu sabia que todos olhariam, e que iam ser todos cuscos, ou até preocupados, e que eu não teria explicação para nada do que se estava a passar, apenas e somente a falta que tu me fazes, mas ninguém iria entender, eu sei disso....
Se tu soubesses a falta que me fazes já me tinhas mandado mensagem, tu até já tinhas ligado pelo menos para saber como eu estava... Ou então, já tinhas apanhado o comboio e tinhas vindo ver-me.
Sei que mais cedo ou mais tarde nos vamos reencontrar. Passem dias, meses ou até anos, mas eu ainda te vou ver algumas vezes em toda a minha vida, além do laços de amizade (ou lá o que isto é) nós temos laços familiares que nos ligaram para todo o sempre.
Tenho saudades tuas.
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