Dantes eu esperava pela tua mensagem de bons dias, eu sabia que acordarias ás 9h para ir para a faculdade, e sabia que por volta das 10h o teu nome aprecia no meu ecrã. Eu sabia que iríamos falar fluentemente mas que á hora do almoço tu demorarias um pouco a responder, e eu não queria que chegassem as 19h para começar o teu treino, mas sabia que no fim tu mandavas sempre uma mensagem, jantavas e dormias, antes de dormir avisavas sempre, e ficavas sempre amuada meio a brincar por eu ir dormir sem avisar. Eu também nunca gostei dos fins de semana, eles faziam-me lembrar demasiado de ti e eu sabia sempre que tu falavas pouco, pois tinhas muito que estudar. tinhas os teus jogos e não levavas telemóvel...
Eu tinha a minha rotina, eu sabia de cor e salteado a nossa rotina, sabia tudo, e a«habituei-me, foram dias e dias da mesma forma.
O quotidiano mudou, cada vez começou a ficar mais raro a tua mensagem, acho que te fartas-te, é normal, eu compreendo, juro. é impossível não te fartares, era todos os dias a mesma coisa, a distância sempre no meio, falar sem ver, sem sentir... É, acho que perdemos o tema das nossas conversas. Acho que não havia mais que falar entre nós, nesse mês tínhamos falado de tudo, já tínhamos contado tudo sobre nós um ao outro, já tínhamos esgotado as nossas conversas sobre o nosso bom fim de semana, pelo fim só começamos a contar o que se estava a passar no momento, mas as conversas foram morrendo, o interesse nestas coisas passaram rápido.
De vez em quando vamos falando, embora tenhamos passado semanas sem dizer uma única mensagem, acabaste por dizer que não mandavas mensagem para não parecer muito chato, mas a conversa ficou por aí... Hoje voltamos a falar, foste para o ginásio de tarde e o costume era mandares mensagem a seguir, mas nada....
Acho que estou a precisar de ti, e não suporta esta ideia de estarmos a quase 400 km um do outro, sinto a tua falta.
Era por isto que eu não queria que tu viesses ter comigo, eu sabia que isto iria voltar acontecer, eu sabia que eu voltaria sofrer, eu sabia que eu voltarei a chorar de saudades tuas, é que já lá vão dois meses sem te ver, já lá vão dois meses em que partiste mais uma vez... Talvez eu preferisse mesmo ter ficado sem te ver, eu sei que já não te via à quase um ano e meio, mas eu já tinha recuperado, e agora tu vieste, eu não queria voltar a passar pelo mesmo.
Prometi que ia aí este mês, e eu só espero pela hora de chegar à tua cidade e ter-te à minha espera na estação, juro-te que eu só espero poder cumprir a minha promessa, mas ambos sabemos que é praticamente impossível. E também não sei se quero muito passar outra vez pelo mesmo, mas a sério que morro de saudades do teu cheiro, das tuas manias, da forma querida como me abraças, dos teus beijos inesperados, da forma que me amarras enquanto dormimos. Dava tudo para ter pelo menos aqueles dois dias que tivemos à dois meses atrás. Dava tudo.
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