do nada avisaram-me que eu não te devia dar confiança, que se me aproximasse demais acabaria magoada, mas achas que eu liguei? pois, tu sabes como eu sou.
eu não sei de onde vinham, eu não sei como foi, mas as conversas começaram a surgir, pouca conversa, pouca coisa tínhamos para dizer, mas depois vieram as atitudes estranhas durante as aulas todas, vieram os sorrisos constrangedores, e os olhares falantes e duradores... daí para a frente, falamos todos os dias, eram conversas bobas, dizíamos coisas tão parvas, sem lógica nenhuma, mas nós falávamos todos os dias, e cada dia mais, mais e mais.
as coisas foram crescendo, e eu estava feliz, tu também. mas eu notava que à minha volta nem tudo parecia gostar, avisos de anónimos sempre a avisar que tu não servias para mim, mas eu nunca liguei muito e tu ficavas muito chateado quando eu te mostrava mas tu nunca me disseste nada, nunca reclamaste diretamente. mas não era só eles, eu via os meus amigos, eles não falavam nada mas eu conheço-os e sabia que eles não aprovavam que eu ficasse com esperanças.
sabes, eu gostava daquilo, ninguém sabia de nada do que se passava mesmo ente nós, todos perguntavam se eu te amava e eu ria, ria muito, e claro que gozava muito com aquilo e óbvio que dava um "não, não gosto dele!", claro que os mais próximos desconfiavam mas não havia mal.
agora pergunto-me o que aconteceu, o que foi aquilo? quando eu digo do dia para a noite as pessoas acham uma hipérbole, mas não não é, foi mesmo assim do dia para a noite transformaste-te noutro alguém.
fiquei sem esperança de nada, e eu disse que ia desistir, prometi a mim mesma não te procurar mais e se tu querias falar comigo vinhas tu porque para mim chegava. mas tu vieste falar, e a esperança voltou a nascer, disseste algo fofo que eu gostei e a partir dai nunca mais me falaste nem eu para ti.
o que faço agora? diz-me tu se queres que eu desista ou que continue a lutar!
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