"Por vezes lembro-me do teu sorriso a contagiar o meu, mesmo que, naquelas manhãs, estivesse de chuva e as nossas mochilas fossem mais pesadas que o habitual. Tudo valia a pena estando do teu lado, agarrar a tua mão era enterrar os nossos medos descobertos. Permanecíamos em silêncio sabendo já o que o outro pensava, o que se seguiria mas foi crescendo a distância e o medo apareceu como nunca o tínhamos enfrentado antes. As lágrimas teimaram em furar todos os meus sorrisos forçados. Tentei procurar um lugar, não com os olhos mas com o coração; um lugar que me fizesse esperar-te e não desesperar. A tua partida fora inesperada e nunca tive motivos para me preparar para algo assim porque, na vida, não existe qualquer tipo de livro de instruções que diga como tratar o coração. Fiquei deserto. O tudo que nascera, crescera e fora fortificado por nós tinha desaparecido, ficou um nada. As palavras que se soltavam já não eram iguais, os nossos corpos já se protegiam um do outro e os teus abraços já eram e, continuam a ser, tão demasiadamente escassos e raros..."
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