ais uma vez sentada num banco daquelas ruas que já sei decor, num banco velho e sujo daquele bairro aonde sempre fui feliz e onde passei os melhores momentos da minha vida. já sei aquelas ruas e onde elas todas irão dar, sei o nome dos idosos que ainda ali andam, sei os empregados da escola onde andei, sei o nome dos senhores que trabalham naquilo que se chama centro comercial.
na verdade eu estou a ficar farta daquilo, farta de vaguiar por a mesma calçada, farta de ver os mesmos sorrisos, as mesmas pessoas, os mesmos rapazes e raparigas que andam na escola. farta das cores, das vozes, farta do mesmo silêncio. eu gosto daquilo, gosto da andar por lá e de toda gente me conhecer e dizer bom dia. mas não há só isso, é que tudo o que lá fazes se sabe.
preciso de arejar, de por as ideias em ordem, descobrir prioridades e saber quando erro. tenho de pensar em tudo o que um dia foi, e tudo o que um dia será. tenho de pensar no presente.
mas é naquele banco de jardim que ainda penso em ti, em ti e em tudo o que passamos naquelas ruas, das voltas e voltas que demos aquela escola, das discussões que por lá connosco passaram. é lá que ainda penso em tudo o que passei a teu lado, em tudo o que fizemos.
e é lá naquele simples e agora sem cor que eu penso em nós, e na profunda amizade que lá tivemos.
mas a vida tem destas coisas, e mais uma vez pôs a nossa enorme amizade em jogo. mais uma vez tentou derrubar tudo. e aqui para nós se queres que te diga: ela conseguiu !
nós estamos distantes, longe de tudo mas ainda é nos teus braços que eu me sinto bem e confortável.
mas sabes querida, eu continuo aqui como ao longo da vida tive, continuo a amar-te!
*mais
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