na escuridão da noite.

ela estava  chorar, como em todas as noites. ela estava na janela, a olhar para as estrelas e a pensar nele. o vento congelava as suas expressões, as lágrimas desfaziam-se no para-peito da janela. estava frio, uma noite gelada, e ela tremia. 
ela queria gritar, mas a voz ficava pressa. era tarde demais para voltar atrás, e ela própria sabia disso. ela queria chama-lo e dizer o que sentia, queria dizer-lhe que era ele que naquelas noites frias a aquecia naquela casa, ela queria dizer-lhe que por mais estúpido e parvo que ele se tivesse tornado ela ainda gostava dele, ainda se preocupava. mas ela não podia.  
era tarde, e embora ela não lhe tenha dirigido nenhuma palavra sobre o assunto ela pensava que ele já sabia a sua opinião sobre isso. ela sabia que por muito que não toca-se no assunto, era pior, mas ela nada podia mudar. ele não a iria ouvir, e ela talvez nem conseguisse falar. ela não sabia o que fazer e deixou as coisas rolarem, desde sempre.

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